quinta-feira, 28 de julho de 2016

[Notícia] Fluxos migratórios recentes já somam novos traços a São Paulo

Reportagem de 2014, publicada no portal Rede Brasil Atual, descreve um cenário ainda vigente na Grande São Paulo, acerca da diversidade de migrantes e da receptividade brasileira.
Em meio a hippies oferecendo pulseiras e brincos na Praça da República, no centro de São Paulo, senegaleses vendem miniaturas de esculturas de rinocerontes, hipopótamos e girafas. A poucos metros, um homem queniano vende itens semelhantes. Na Liberdade, os tecidos africanos se misturam, no fim de semana, às barracas da culinária oriental.
Na Rua Coimbra, no Brás, onde no começo do século passado circulavam jornais em italiano, hoje há grande concentração de imigrantes bolivianos. Na Avenida Rio Branco, também no centro, o Tierra Madre, aberto há pouco mais de um mês, é o terceiro restaurante peruano da região. O ambiente ainda é dominado por imigrantes daquele país, enquanto o concorrente mais famoso, o Riconcito, já caiu nas graças dos paulistanos e, apesar da rusticidade das suas instalações, é frequentado por jovens de várias partes da cidade. 
Braços abertos, punhos fechados
Latinos e africanos buscam melhorias nas condições de vida e já começam a deixar marcas pelas cidades – e boa parte se depara, aqui, com o mesmo processo de exclusão que atinge brasileiros negros e indígenas. Enquanto os europeus são novamente beneficiados por políticas oficiais de atração de mão de obra “qualificada”, outros grupos ficam vulneráveis a condições precárias de moradia e trabalho. O preconceito também dificulta a assimilação de hábitos culturais pelos brasileiros, daí a importância da atuação do Estado no reconhecimento desses valores culturais.

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