O Relatório Final do do Abrigo Emergencial PMPS (dez/2014), elaborado pela Prefeitura de São Paulo, através da Coordenação de Políticas para Migrantes
Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania, tem por objetivo avaliar a escolaridade e área de atuação profissional, documentos e situação migratória, idiomas, família, rotas até o Brasil, rotas dos haitianos e demais nacionalidades.
O Abrigo Emergencial da Prefeitura de São Paulo foi um equipamento provisório criado para atender o grande fluxo de imigrantes que começou a chegar semanalmente na cidade a partir de abril, localizado na Rua do Glicério, nº 164, no bairro da Liberdade. A estrutura funcionou do dia 8 de maio a 28 de agosto de 2014, e em cento e dez dias de funcionamento o Livro de Registro conta 2349 migrantes, de 20 nacionalidades diferentes. O local contava com 150 leitos fixos, divididos em três quartos e um galpão, mas chegou a atender 357 pessoas em sua noite mais movimentada, pois a orientação era não negar atendimento a ninguém.
Estes migrantes, haitianos em sua imensa maioria, chegaram à capital paulista de forma concentrada após o fechamento do abrigo na cidade de Brasileia, no Acre, porta de entrada de uma rota de migração controlada por coiotes e que atravessa diversos países latino-americanos. Sem estrutura e condições de oferecer assistência a um número tão grande de imigrantes em uma cidade tão pequena, o governo acriano optou por encerrar o abrigo e transportar as pessoas para São Paulo.Por meio de um questionário foi possível coletar as seguintes informações:
- Sexo: 83% masculino, 16% feminino, 1% não declarado;
- Nacionalidade: maioria do Haiti (1045 pessoas);
- Relação haitianos/demais nacionalidade: 86% contra 14%;
- Escolaridade: grande maioria com fundamental incompleto (345) em comparação a apenas 61 pessoas com graduação completa - amostra de 1055 migrantes;
- Situação migratória: 87% solicitantes de refúgio, 8% detentor de visto humanitário, 3% visto FIFA, 2% refugiado;
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