São Paulo é uma cidade na qual se recebeu muitos
migrantes de diversas regiões do nosso país e do mundo. Algumas dessas
migrações se consolidaram em forma de construções e práticas adotadas e
incorporadas pela própria cidade. Nessa primeira parte daremos alguns exemplos, o que se seguirá na parte 2 a ser postada amanhã
Estação Armênia do Metrô (Zona Norte)
A estação foi inaugurada no dia 26 de setembro de 1975, de acordo com o site do Metrô, com o nome de Ponte Pequena, como referência ao nome do local (a antiga ponte da Avenida Tiradentes sobre o Rio Tamanduateí). Diante do evento conhecido como "Genocídio Armênio" no qual, entre 100 mil e 300 mil armênios teriam sido massacrados em 1895-1896 durante o reinado do sultão Abdul Hamid II muitos desses armênios aqui se estabeleceram. Segundo o Portal Estação Armênia: "Quando começaram a chegar em São Paulo, no final da década de 1920, os armênios se dirigiram para as imediações da Rua 25 de Março, onde abriram lojas e fixaram residências. Foi no local também que as primeiras instituições foram fundadas, como a primeira sede da Igreja Apostólica Armênia, a Melodias Armênias (embrião do Clube Armênio) e a extinta Sociedade União Armênia de São Paulo. Assim, o bairro Ponte Pequena ganhou uma nova identidade graças a presença dos armênios. Já em 1980 inicia-se uma mobilização por parte dos armênios para que se mudasse o nome da estação Ponte Pequena para estação Armênia, que a esta altura já era associada pelos paulistanos com este povo, uma vez que a Igreja Central Evangélica Armênia foi construída ao lado da Estação, sendo possível visualizá-la até mesmo de dentro do trem. (PORTAL ESTAÇÃO ARMÊNIA). Após anos de tramitação, em 1985 finalmente é aprovada a alteração do nome da estação. Assim, Embora São Paulo seja uma cidade multiétnica, com dezenas de povos e etnias, os armênios são os únicos que gozam de um lugar de memória tão impactante quanto uma estação de metrô. A Estação do metrô faz com que as milhões de pessoas que passam por lá todos os dias associem o nome Armênia com o bairro e a cidade, criando uma relação de identidade desse povo com a sociedade que o recebeu. (PORTAL ESTAÇÃO ARMÊNIA)
A estação foi inaugurada no dia 26 de setembro de 1975, de acordo com o site do Metrô, com o nome de Ponte Pequena, como referência ao nome do local (a antiga ponte da Avenida Tiradentes sobre o Rio Tamanduateí). Diante do evento conhecido como "Genocídio Armênio" no qual, entre 100 mil e 300 mil armênios teriam sido massacrados em 1895-1896 durante o reinado do sultão Abdul Hamid II muitos desses armênios aqui se estabeleceram. Segundo o Portal Estação Armênia: "Quando começaram a chegar em São Paulo, no final da década de 1920, os armênios se dirigiram para as imediações da Rua 25 de Março, onde abriram lojas e fixaram residências. Foi no local também que as primeiras instituições foram fundadas, como a primeira sede da Igreja Apostólica Armênia, a Melodias Armênias (embrião do Clube Armênio) e a extinta Sociedade União Armênia de São Paulo. Assim, o bairro Ponte Pequena ganhou uma nova identidade graças a presença dos armênios. Já em 1980 inicia-se uma mobilização por parte dos armênios para que se mudasse o nome da estação Ponte Pequena para estação Armênia, que a esta altura já era associada pelos paulistanos com este povo, uma vez que a Igreja Central Evangélica Armênia foi construída ao lado da Estação, sendo possível visualizá-la até mesmo de dentro do trem. (PORTAL ESTAÇÃO ARMÊNIA). Após anos de tramitação, em 1985 finalmente é aprovada a alteração do nome da estação. Assim, Embora São Paulo seja uma cidade multiétnica, com dezenas de povos e etnias, os armênios são os únicos que gozam de um lugar de memória tão impactante quanto uma estação de metrô. A Estação do metrô faz com que as milhões de pessoas que passam por lá todos os dias associem o nome Armênia com o bairro e a cidade, criando uma relação de identidade desse povo com a sociedade que o recebeu. (PORTAL ESTAÇÃO ARMÊNIA)
Igreja Central Evangélica Armênia que fica em frente a uma das entradas da estação. Fonte: Google Street View
LOCALIZAÇÃO
HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO
04h40 às 00h26 de domingo à sexta-feira
04h40 às 01h00 aos sábados
Feira da Kantuta (Zona Norte)
Não
tão distante da estação Armênia do metrô temos a Feira da Kantuta.
A feira reúne todos os domingos imigrantes bolivianos que celebram o encontro
com danças, música, artesanato e culinária local. A feira que não é tão voltada
a atração de turistas, mas acabou por se tornar um ponto conhecido dentro da
cidade de São Paulo, sendo incorporada a ela e citada até mesmo em revistas que
tradicionalmente indicam locais próprios ao turismo como a Veja
São Paulo. Curioso também é a proximidade da feira em relação ao bairro
armênio citado acima (vide mapa abaixo retirado do site Esse Mundo É Nosso)
LOCALIZAÇÃO
Rua Pedro Vicente, S/N -
Canindé - São Paulo – SP
HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO
Domingo
das 11h às 19h
Pavilhão Japonês (Zona Sul)
Todo
cidadão paulistano conhece ou já ouviu falar do Parque do Ibirapuera localizado
em Moema, área considerada nobre da cidade. Contudo, dentro do agitado parque
há um calmo local em que é possível curtir a calmaria diante de um belo cenário
que remete a um palácio japonês. Este é o Pavilhão Japonês.
Entrada do Pavilhão Japonês. Fonte: do autor
Segundo a Japan Foundation, uma organização vinculada ao Ministério das Relações Exteriores do Japão, estabelecida em 1972, cujo objetivo é promover o intercâmbio cultural e a compreensão mútua entre o Japão e outros países, o Pavilhão foi construído conjuntamente pelo governo japonês e pela comunidade nipo-brasileira, o Pavilhão Japonês foi doado à cidade de São Paulo, em 1954, na comemoração do IV Centenário de sua fundação. Coube a Oscar Niemeyer a responsabilidade pelo projeto arquitetônico do Parque, mas entre os espaços idealizados pelo arquiteto uma construção não apresenta seus traços. O local tem como principal característica o emprego dos materiais e técnicas tradicionais japonesas, tendo como referência o Palácio Katsura, antiga residência de verão do Imperador em Kyoto. O Pavilhão Japonês foi transportado desmontado, em navio, e reúne materiais trazidos especialmente do Japão, tais como as madeiras, pedras vulcânicas do jardim, lama de Kyoto que dá textura às paredes, entre outros. Sua construção aqui contou com numerosos imigrantes japoneses que atuaram como voluntários para auxiliar o corpo técnico vindo do Japão. O Pavilhão ocupa uma área de 7.500 m² às margens do lago do Parque e é composto de um edifício principal suspenso, que se articula em um salão nobre e diversas salas anexas, salão de exposição, jardim, além de um belíssimo lago de carpas (JAPAN FOUNDATION)
Segundo a Japan Foundation, uma organização vinculada ao Ministério das Relações Exteriores do Japão, estabelecida em 1972, cujo objetivo é promover o intercâmbio cultural e a compreensão mútua entre o Japão e outros países, o Pavilhão foi construído conjuntamente pelo governo japonês e pela comunidade nipo-brasileira, o Pavilhão Japonês foi doado à cidade de São Paulo, em 1954, na comemoração do IV Centenário de sua fundação. Coube a Oscar Niemeyer a responsabilidade pelo projeto arquitetônico do Parque, mas entre os espaços idealizados pelo arquiteto uma construção não apresenta seus traços. O local tem como principal característica o emprego dos materiais e técnicas tradicionais japonesas, tendo como referência o Palácio Katsura, antiga residência de verão do Imperador em Kyoto. O Pavilhão Japonês foi transportado desmontado, em navio, e reúne materiais trazidos especialmente do Japão, tais como as madeiras, pedras vulcânicas do jardim, lama de Kyoto que dá textura às paredes, entre outros. Sua construção aqui contou com numerosos imigrantes japoneses que atuaram como voluntários para auxiliar o corpo técnico vindo do Japão. O Pavilhão ocupa uma área de 7.500 m² às margens do lago do Parque e é composto de um edifício principal suspenso, que se articula em um salão nobre e diversas salas anexas, salão de exposição, jardim, além de um belíssimo lago de carpas (JAPAN FOUNDATION)
LOCALIZAÇÃO
Parque do Ibirapuera – Portão 10
(próximo ao Planetário a ao Museu Afro Brasil)
HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO
Quartas-feiras,
Sábados, Domingos e feriados das 10h às 12h e das 13h às 17h
INFORMAÇÕES
Tels.: (11) 5081-7296 /
(11) 3208-1755
E-mail: patrimonio@bunkyo.org.br
Site: www.bunkyo.org.br
PREÇOS
Contribuição
adulto: R$ 7,00
Estudante com carteirinha e crianças de 5 a 11 anos: R$ 3,50
Menores
de 5 anos e idosos acima de 65 anos: entrada gratuita





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